Vender online costumava significar ter um site próprio onde os clientes compravam produtos. Hoje, empresas de todos os tipos estão aprendendo a vender online sem sites próprios, usando comércio social, aplicativos de mensagens e marketplaces globais. Essas plataformas atuam como canais de venda completos: globalmente, só o mercado de comércio social foi estimado em ultrapassar US$ 1 trilhão em 2024 e tem projeção de chegar a mais de US$ 17 trilhões até 2033.
Os clientes descobrem produtos nessas plataformas todos os dias. O caminho até a venda pode passar por um Reel do Instagram, uma conversa no WhatsApp ou uma busca em um marketplace com a mesma facilidade que por uma loja online tradicional. A seguir, vamos abordar como vender sem um site, quais canais e ferramentas tornam isso possível e como as empresas podem usar essas plataformas para melhorar as vendas.
O que vamos abordar neste artigo?
- Como as empresas podem usar plataformas sociais e marketplaces para vender sem um site?
- Quais ferramentas possibilitam pagamentos e gerenciamento de pedidos ao vender sem um site dedicado?
- Como os canais de venda que não pertencem ao próprio negócio afetam a aquisição de clientes, a confiança e a retenção?
- Quais desafios surgem ao usar plataformas de terceiros para vendas?
- Em quais cenários vender sem um site é uma estratégia prática?
- Como as empresas podem escolher a combinação certa de canais para vender de forma eficaz sem um site?
- Como o Stripe Payment Links pode ajudar
Como as empresas podem usar plataformas sociais e marketplaces para vender sem um site?
Quando você vende sem ter seu próprio site, os clientes compram seus produtos nas plataformas sociais, marketplaces ou outros canais que eles já utilizam, em vez de por meio de um domínio específico do seu negócio.
Muitas plataformas sociais e marketplaces funcionam como vitrines prontas. Vender nesses canais oferece visibilidade e infraestrutura integradas, ao mesmo tempo em que mantém o fluxo de vendas leve.
Aqui estão alguns dos principais canais:
Marketplaces online: Marketplaces como Amazon, Etsy, Mercado Livre e Shopee oferecem descoberta baseada em busca. Eles também disponibilizam checkouts integrados, processador de pagamentos e logística. Em 2024, o valor bruto de mercadorias global dos marketplaces online foi de cerca de US$ 3,83 trilhões, com crescimento de 10% em relação ao ano anterior.
Instagram: No Instagram, empresas dos EUA podem usar postagens compráveis, Stories e Reels para transformar a descoberta de produtos em caminhos imediatos de compra. Produtos marcados direcionam as pessoas para um checkout dentro do próprio aplicativo.
WhatsApp: Empresas no WhatsApp podem criar um catálogo. Em alguns países, os clientes podem enviar um pedido por mensagem ou adicionar produtos a um carrinho e concluir o pagamento via chat com Pix, Unified Payments Interface (UPI) ou outros métodos. Esse é um método de venda comum na Índia, no Sudeste Asiático e na América Latina.
TikTok e vendas ao vivo: O TikTok Shop e as vendas por live combinam entretenimento e comércio. Os vendedores demonstram os produtos, e os espectadores podem comprá-los diretamente no aplicativo. O aplicativo lançou o TikTok Shop em 2023 e movimentou cerca de US$ 7 milhões em produtos por dia nos EUA.
Quais ferramentas possibilitam pagamentos e gerenciamento de pedidos ao vender sem um site dedicado?
Se você vende sem ter um site próprio, os clientes ainda precisam conseguir ver o que você oferece e pagar com segurança. Links de pagamento, ferramentas móveis e dashboards ajudam a viabilizar isso com o mínimo de esforço técnico.
Aqui está o que considerar:
Links de pagamento e páginas de checkout hospedada: Alguns provedores permitem que os vendedores gerem uma página de checkout segura para um produto específico ou valor determinado e a compartilhem em qualquer lugar (por exemplo, mensagens diretas, e-mail, mensagem de texto, biografias em redes sociais). Por exemplo, o Stripe Payment Links gerencia pagamentos globais com branding personalizado, oferecendo às empresas uma forma no-code de aceitar pagamentos, ao mesmo tempo em que proporciona aos clientes uma experiência de checkout mais rápida.
Aplicativos de pagamento móvel e códigos QR: As empresas que vendem localmente costumam usar aplicativos de pagamento móvel para recolher dinheiro rapidamente, presencialmente ou por meio de aplicativos de mensagens. Os códigos QR tornam o processo praticamente instantâneo. Essas ferramentas geralmente oferecem recursos de acompanhamento de pedidos mais simples do que os sistemas completos de e-commerce.
Dashboards de marketplace: Marketplaces online como a Amazon geralmente gerenciam quase tudo, desde o recebimento de pedidos e a confirmação de pagamento até etiquetas de envio, mensagens, devoluções e análises. Esses painéis de ponta a ponta podem se tornar hubs operacionais para os vendedores.
Ferramentas e integrações de comércio social: Plataformas como Instagram, Facebook e WhatsApp oferecem infraestrutura de catálogo e, em algumas regiões, checkout dentro do próprio aplicativo. Complementos de automação de terceiros podem ajudar a estabilizar os fluxos de trabalho, por exemplo, pull de pedidos feitos por mensagens diretas para uma caixa de entrada compartilhada ou sincronizar atualizações de catálogo.
Plataformas de faturamento online: Empresas que cotam trabalhos personalizados, como freelancers e fornecedores B2B, normalmente precisam enviar faturas digitais com linhas de itens. As plataformas de faturamento online permitem que os clientes realizem o pagamento online. Elas também podem funcionar como registros de pedidos e se integrar facilmente aos fluxos de trabalho contábeis.
Software de gerenciamento de pedidos multicanal: Vendedores que operam em marketplaces e plataformas sociais podem usar essas ferramentas de gestão, que centralizam pedidos e estoque em um único dashboard. Isso evita vendas acima da capacidade e mantém o processo de execução consistente, mesmo quando as vendas vêm de diferentes canais.
Como os canais de venda que não pertencem ao próprio negócio afetam a aquisição de clientes, a confiança e a retenção?
Vender por meio de plataformas de terceiros pode mudar a forma como as empresas conquistam clientes, constroem credibilidade e conduzem as operações do dia a dia. Como em qualquer decisão de terceirização, há prós e contras.
O uso desses canais de venda pode impactar os seguintes aspectos:
Aquisição de clientes: Os marketplaces oferecem demanda integrada, já que os compradores nesses sites já estão procurando produtos. As plataformas sociais também impulsionam a descoberta por meio de conteúdo e comunidade. No entanto, as empresas em plataformas de terceiros perdem parte do controle sobre como e quando os clientes as encontram.
Confiança do cliente e percepção da marca: Os marketplaces conferem credibilidade até mesmo a vendedores pouco conhecidos por meio de fluxos de checkout familiares, proteções ao comprador e sistemas de avaliações. Já nos canais sociais, os clientes podem ficar receosos quanto a golpes e querer provas de que os vendedores são legítimos.
Conversão e desempenho do checkout: Quase 72% das compras em potencial são perdidas devido ao abandono de carrinho. Plataformas de terceiros e checkouts hospedados refinam o design, o que ajuda mais compradores a concluir as compras.
Acesso e controle de dados: Os canais de terceiros podem limitar a visibilidade sobre o comportamento do cliente e restringir como as empresas podem entrar em contato com os compradores. Isso pode dificultar a construção de audiências próprias, o teste de estratégias de marketing e o acesso a análises mais profundas.
Quais desafios surgem ao usar plataformas de terceiros para vendas?
Se você vende em plataformas de terceiros, provavelmente abre mão de parte do controle e da lucratividade em troca de alcance e conveniência. Embora essa troca possa valer muito a pena para muitos negócios, é importante planejar considerando essas limitações.
Fique atento aos seguintes pontos:
Tarifas da plataforma e comissões: Os marketplaces normalmente ficam com uma porcentagem de cada venda. Com o tempo, essas taxas pressionam as margens e influenciam a estratégia de preços de maneiras que a empresa não consegue controlar totalmente.
Modelos fixos: Vendedores em plataformas de terceiros geralmente trabalham dentro de modelos fixos para páginas de produtos, checkouts e sistemas de mensagens. Isso limita a expressão da marca e dificulta que os clientes diferenciem listagens concorrentes, o que pode aumentar a pressão sobre preço e avaliações.
Dependência da plataforma: Se uma plataforma de terceiros for o principal canal de vendas, mudanças imprevisíveis de algoritmo, novas regras de listagem ou alterações de tarifas podem ser disruptivas. A suspensão da conta por qualquer motivo interrompe efetivamente as vendas.
Limites de escalabilidade: À medida que o volume de pedidos aumenta, torna-se mais difícil gerenciar dashboards, caixas de entrada e processos de execução. Os vendedores podem precisar de ferramentas ou fluxos de trabalho adicionais para manter a consistência, especialmente quando as plataformas limitam determinados recursos ou restringem a sincronização de catálogo entre canais.
Em quais cenários vender sem um site é uma estratégia prática?
Vender sem um site empresarial dedicado pode funcionar bem quando você busca rapidez, simplicidade e alinhamento com o público. Esses fatores devem ser mais importantes do que a retenção de clientes e o branding, que tendem a melhorar com uma loja virtual completa própria.
Veja se você se encaixa em alguma destas categorias:
Lançamentos em estágio inicial: Novos negócios podem usar plataformas sociais, aplicativos de mensagens ou marketplaces para começar a vender rapidamente. Isso permite validar a demanda e aprimorar os produtos antes de investir em desenvolvimento e design de site.
Vendedores de pequena escala: Criadores, artistas e revendedores frequentemente usam marketplaces ou plataformas sociais. As bases de clientes desses canais e os fluxos de trabalho simples se adequam a operações de baixo volume.
Marcas com forte presença nas redes sociais: Empresas com seguidores ativos nas redes sociais podem usar essas plataformas para converter diretamente o engajamento em vendas. Isso funciona especialmente bem para criadores e produtos de estilo de vida, em que a narrativa visual impulsiona a demanda.
Lojas físicas testando vendas online: Estabelecimentos locais podem expandir gradualmente sua presença online ao listar parte do estoque em marketplaces ou aceitar pedidos por meio de aplicativos de mensagens. Isso os ajuda a testar a execução digital sem a pressão de manter um site de e-commerce completo.
Produtos que se adequam no comportamento de marketplace: Certos produtos têm melhor desempenho onde os compradores já os procuram (por exemplo, produtos artesanais no Etsy, itens vintage em plataformas especializadas). Nesses casos, uma vitrine de marketplace pode superar um site independente.
Vendas de curto prazo ou pop-up: Empresas já estabelecidas podem usar links de pagamento ou publicações em redes sociais para vender lançamentos sazonais ou edições limitadas. Isso permite realizar campanhas curtas e de alta demanda sem precisar criar novas páginas ou carrinhos.
Como as empresas podem escolher a combinação certa de canais para vender de forma eficaz sem um site?
Com tantos marketplaces online disponíveis, pode ser difícil decidir onde vender. Para montar a combinação certa de plataformas, vale dedicar tempo para entender onde seus clientes já passam tempo e quais ferramentas melhor apoiam seus fluxos de venda.
Aqui estão algumas dicas:
Comece onde os clientes já estão: Escolha plataformas que correspondam à forma como seu público descobre e compra. Isso pode significar comércio social para produtos visuais ou orientados por comunidade, ou marketplaces para demandas baseadas em busca.
Combine canais com forças complementares: Nem tudo precisa acontecer no mesmo lugar. Você pode usar plataformas sociais para descoberta e marketplaces para conversão, ou combinar a presença em um marketplace com pedidos conversacionais em aplicativos de mensagens.
Avalie o desempenho dos canais: Acompanhe de onde os clientes se originam, o quão bem cada canal converte e quais sinais geram vendas confiáveis. Use esses dados para priorizar os canais que realmente impulsionam a receita.
Mantenha-se adaptável: Políticas, algoritmos e recursos de comércio mudam rapidamente, e novos canais surgem constantemente. Evite ficar preso a um único lugar, assim você se protege contra disrupções e fica bem posicionado para se mover rapidamente quando um canal promissor surgir.
Construir presença própria ao longo do tempo: Mesmo uma página inicial simples, um formulário de inscrição ou um hub de marca oferecem aos clientes um lugar para retornar e podem ajudar você a construir gradualmente uma audiência própria. Isso estabelece a base para relacionamentos duradouros, independentemente de as vendas continuarem acontecendo em outros canais.
Como o Stripe Payment Links pode ajudar
O Stripe Payment Links é uma solução no-code que permite criar e compartilhar rapidamente páginas de pagamento seguras online.
O Payment Links pode ajudar você a:
Receber pagamentos mais rápido: Compartilhe links de pagamento personalizados com os clientes e aceite pagamentos únicos ou recorrentes instantaneamente, sem faturamento ou integrações complexas.
Melhorar a conversão: Aumente as taxas de conversão de pagamento com um design otimizado para dispositivos móveis e uma experiência de checkout simplificada.
Ganhe tempo: Crie, personalize e compartilhe páginas de pagamento com facilidade pelo Stripe Dashboard — com codificação mínima.
Ampliar fronteiras: Aceite pagamentos de clientes no mundo todo, com o Adaptive Pricing localizando preços em mais de 135 moedas e oferecendo formas de pagamento locais prontas para uso.
Acessar outros produtos da Stripe: Integre os Payment Links a outros produtos da Stripe — como Stripe Billing, Stripe Radar e Stripe Tax — para adicionar mais recursos de pagamento.
Manter o controle: Personalize a aparência das suas páginas de pagamento para corresponder à sua marca e acompanhe todas as atividades de pagamento em um único lugar.
Saiba Mais sobre como Payment Links facilita a aceitação pagamentos online, ou comece hoje mesmo.
O conteúdo deste artigo é apenas para fins gerais de informação e educação e não deve ser interpretado como aconselhamento jurídico ou tributário. A Stripe não garante a exatidão, integridade, adequação ou atualidade das informações contidas no artigo. Você deve procurar a ajuda de um advogado competente ou contador licenciado para atuar em sua jurisdição para aconselhamento sobre sua situação particular.